O crescimento do mercado farmacêutico

O varejo farmacêutico cresce muito no Brasil. Embalado pelo aumento do consumo, a forte concorrência e a abertura de novas lojas, o setor vem aumentando suas receitas a taxas de 15% ao ano e não deve parar por aí. A projeção é que as vendas dobrem em cinco anos, atingindo a casa dos R$ 100 bilhões. O Paraná, que tem 5 mil farmácias, deve responder por 6% desse mercado. Os cálculos são da consultoria Brasilpar, que faz análises do setor e é especializada em fusões e aquisições. Neste ano, em que a economia não deve crescer mais que 2,5%, o setor deve repetir a taxa de crescimento de 15%, estima a empresa. O baixo nível de desemprego, o aumento das vendas de produtos com maior valor agregado – como cosméticos – e o envelhecimento da população colocaram o país no radar de investimentos nacionais e estrangeiros nesse setor. Em fevereiro, a norte-americana CVS, maior rede de farmácias dos Estados Unidos, com receita de US$ 123 bilhões, marcou a entrada de um grupo estrangeiro nesse setor no país ao comprar a rede de drogarias paulista Onofre. A Walgreens, segunda maior rede norte-americana de drogarias, também se prepara para fincar sua bandeira no país. A empresa vem fazendo prospecções no mercado e deve, até o fim deste ano, fazer uma aquisição por meio do seu braço inglês, a Boots. A chegada das redes internacionais ocorre em um momento de consolidação do mercado local e pode abrir um novo capítulo para o setor. Nos últimos anos, duas fusões – entre Droga Raia e Drogasil e entre Drogarias Pacheco e Drogaria São Paulo, ambas em 2011 – levaram à criação de gigantes. Outra empresa, a Brasil Pharma, controlada pelo grupo de investimentos BTG, fez várias aquisições, incluindo a rede Farmais. “O mercado de farmácias passa pelo mesmo processo que o setor de supermercados viveu há alguns anos, com aumento da concorrência, inclusive estrangeira, maior concentração, graças a fusões e aquisições, e forte volume de vendas”, diz Luiz Eduardo Costa, sócio da Brasilpar. Em 2012, as cinco maiores redes responderam por 29% do faturamento do mercado, de R$ 49,6 bilhões. Há cinco anos, elas representavam 20% das vendas. Ainda assim, o Brasil tem um nível de concentração bem menor que outros mercados, como o dos EUA. Aqui, redes regionais ainda têm presença forte em seus mercados e rivalizam com empresas de abrangência nacional. O setor atrai cada vez mais concorrentes. Além das redes de farmácias, os supermercados vêm investindo, há pelo menos uma década, em redes próprias, junto das suas lojas, movimento que vem sendo puxado por Walmart, Pão de Açúcar e Carrefour. Por trás do interesse das empresas está um mercado com consumo ainda baixo quando comparado a outros países. “Na Argentina ele é de US$ 123 per capita. No Brasil é de US$ 110”, diz Costa. Para um mercado que mais cresce, é preciso possuir em seu estabelecimento balanças com alta precisão e a Líder Balanças é a empresa que você pode confiar, pois ela conta com laboratório próprio para calibração de Massa operando dentro das exigências e rigor da norma ISO 17025 e requisitos da Coordenação Geral de Acreditação CGCRE do INMETRO. Veja abaixo alguns dos itens primordiais para seu trabalho:

 

Fonte: Gazeta do Povo