Indústria química promete investir em inovação e aderir à onda verde

A indústria química quer se reinventar e reverter uma imagem mais associada aos riscos de seus produtos do que aos benefícios que eles representam para a sociedade. No imaginário social, poucos se lembram que as tintas que colorem as casas, os tubos de PVC usado nas construções ou as inúmeras aplicações do plástico em brinquedos, automóveis e eletroeletrônicos são resultantes de um processo que começa na indústria química de base. Suspeitas – e até mesmo comprovações – dos perigos da indústria química à saúde humana e ao meio ambiente já não são mais novidade há muito tempo. Pelo menos desde a década de 1960, com o início da preocupação relacionada à poluição industrial e aos acidentes nas fábricas, o sinal vermelho é aceso frequentemente para esse setor industrial. Um dos avisos mais recentes parte do relatório divulgado em junho de 2011 pelo Departamento de Saúde dos Estados Unidos, listando a substância formaldeído, entre pelo menos outras oito, como causadora de câncer. O formaldeído, base do formol, é usado em produtos para alisamento de cabelos, esmaltes para unhas e perfumes, entre outros.

No Brasil, os cosméticos, assim como outros produtos – a exemplo dos defensivos agrícolas, químicos de uso industrial, petroquímicos e farmacêuticos –, formam o corpo dessa indústria gigante que, apesar de atualmente deficitária, é a quarta em importância na formação do PIB industrial brasileiro, segundo dados de 2008 da Pesquisa Anual Industrial do IBGE. Estima-se que, em 2010, esse setor industrial brasileiro tenha faturado US$ 130,2 bilhões, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), o que lhe garante a oitava posição no ranking das dez maiores do mundo, em termos de faturamento.

Um estudo encomendado pela Abiquim, o Pacto Nacional da Indústria Química, quer elevar ainda mais a posição do setor industrial brasileiro nesse ranking, colocando-o entre os cindo maiores do mundo. Esse objetivo seria alcançado como resultado do intento estratégico de tornar o Brasil superavitário em produtos químicos e líder em química verde. Para tanto, esse estudo prevê um conjunto de compromissos da indústria química com inovação, desenvolvimento econômico e social do país e com o estabelecimento de condições favoráveis para o potencial investimento de US$ 167 bilhões até 2020.

Buscar o melhor em tecnologia, pensando no meio ambiente são fatores essenciais, não só para o mercado das indústrias químicas, mas também para a Líder Balanças que é uma empresa que contém um alto índice de inovações tecnológicas, sem se esquecer dos cuidados com do meio ambiente.

Fonte: Com Ciência