Dicas de criação de caprinos

Criar caprinos apresenta um suficiente desenvolvimento. Há mercado para os produtos cápricos, tanto de laticínios (leite, queijo, iogurte, etc.), quando de carnes e pele; podem ser criados tanto em grandes como em pequenas propriedades, adotando-se, em cada caso, um regime específico de criação. Além disso, apresentam um acelerado crescimento do rebanho em função de partis múltiplos e curto período de gestação (5 meses).

Para iniciar uma criação com chances de sucesso basta ter uma área disponível para a instalação da caprinocultura, adquirir animais de boa procedência para garantir suporte forrageiro, ter água de boa qualidade, possuir instalações funcionais e o mais importante: manter-se sempre bem informado sobre o manejo e as condições adequadas.

A melhor raça é aquela que se adapta às condições climáticas da região onde se pretender criar. Dentre as raças existentes podemos citar:

Para produção de leite: Saanen, Toggemburg, Parda Alpina, Murciana, entre outras; em regiões semi-áridas pode-se optar pela mestiçagem destas raça.
Para produção de carne e leite: Anglo-nubiana.
Para produção de carne: Boer.
Para produção de pele: Moxotó, Canindé, entre outras.

10 Dicas para ganhar dinheiro com caprinos

1 – Antes de tudo: incrementar a alimentação. Usar feno, silagem, hidropônica, palhadas, bagaço de cana, folhas, ramas. Tudo o que parecer. Se possível, economizar na ração concentrada.

2 – O sal mineral deve estar sempre no cocho. Para ser consumido à vontade.

3 – No caso de ração concentrada, prefira o seguinte procedimento:
Cabritos = 200 gramas com 18% de proteína bruta por dia + volumoso de boa qualidade (feno, capim)
Fêmeas em final de gestação (60 dias antes de parir) e fêmeas em início de lactação (primeiros 30 dias) = 500 gramas com 16% de proteína bruta/dia e volumoso de boa qualidade.
Fêmeas em estado de monta (30 dias antes e durante o período de reprodução) = 500 gramas com 16% de proteína bruta/dia e volumoso de boa qualidade.
Reprodutores em estação de monta (2 meses antes e durante o período de reprodução) = 500 gramas com 14% de proteína bruta/dia e volumoso de boa qualidade.

4 – Faça você mesmo sua ração.

5 – Vistoriar diariamente os animais. De preferência, pela manhã, no momento em que for soltando. Preste atenção aos seguintes pontos:

– Olhos = coloração diferente, presença de secreção, mucosa esbranquiçada, etc.
Narinas = secreção.
Boca = feridas, bolhas.
Traseiro = Diarreia
Cascos = Espinhos, crescimento irregular, etc.
Pelos = eriçados (espinhados), queda de pelos, etc.
Corpo = presença de caroços.
Comportamento = animal isolado, triste, cambaleante, com tremores musculares, etc.

6 – Quando perceber algum sinal de anomalia, procure rapidamente o veterinário. Mais vale gastar um pouquinho com o veterinário do que perder muitos animais, ao mesmo tempo.

7 – Separar os animais de acordo com categorias: machos, fêmeas em gestação, fêmeas em lactação, cabritos e cabritos desmamados. Cada grupo deve permanecer em piquetes e baias separadas.

8 – Não se esqueça: mantenha os macho sempre separados das fêmeas, para evitar que as fêmeas muito jovens sejam cobertas.

9 – Muita atenção para com as fêmeas que estão perto do momento de parir. Elas precisam ficar em instalações ou piquetes próximos às instalações. Cada produto que nasce é lucro para você.

10 – Escolha bem os reprodutores para que acrescentem melhoramentos ao rebanho.

A caprinocultura tem se destacado no agronegócio brasileiro, e é de extrema importância possuir estrutura e equipamentos de qualidade e a Líder Balanças oferece balanças para caprinos com alta precisão.

Fonte: Ovino Caprino